08 Outubro 2019

Qual a diferença entre um automóvel híbrido e um híbrido Plug-in? Que autonomia têm? Onde podem ser recarregados? O veículo elétrico é o protagonista do futuro setor automóvel. De facto, no primeiro semestre deste ano, as vendas cresceram 58% a nível mundial. Uma nova realidade de mobilidade que coloca várias perguntas aos futuros utilizadores e às quais respondemos de seguida:

1. Que tipos de veículos elétricos há?

Há três tipos de veículos impulsionados, em maior ou menor medida, com recurso à eletricidade. Primeiro, o híbrido, com propulsão bimotora: um motor de combustão, que tem o papel principal, e outro elétrico, alimentado por uma bateria recarregada pelo próprio motor quando o veículo desacelera. Em segundo lugar surge o híbrido Plug-in, no qual a bateria também pode ser recarregada diretamente através de uma tomada elétrica. Finalmente, os carros 100% elétricos, com propulsão exclusivamente elétrica e recarga através de tomada elétrica. No ano 2030 as vendas de automóveis com emissões zero ou reduzidas – inclui veículos que emitam menos de 50 gramas de CO2 por quilómetro – deverão representar 40% do valor total, segundo a Comissão Europeia. Para 2025 o objetivo é de 20%.

2. Onde podem ser recarregados?

SEAT lançará no mercado 6 novos veículos elétricos e híbridos Plug-in até início de 2021

Há dois tipos de pontos de carga: os públicos e os privados. Qualquer utilizador pode instalar um ponto de carga na sua garagem particular ou coletiva, desde que instalada por um profissional credenciado que cumpra os requisitos legais. De facto, calcula-se que 70% das recargas sejam feitas no domicílio ou nos locais de trabalho. Ainda assim, para os casos em que é necessário alimentar o automóvel na estrada, a rede de carregamento elétrico cresce diariamente. Hoje, a UE conta com cerca de 100.000 pontos e a Comissão Europeia prevê que em 2025 este valor esteja multiplicado por 20, para perto de 2 milhões de estações de carregamento.

O tempo de recarga também tem sido reduzido paulatinamente. Por exemplo, o SEAT el-Born contará com uma autonomia de 420 quilómetros após uma recarga de apenas 47 minutos. Melhor ainda: com a implementação dos pontos de carga ultrarrápidos será possível ter o carro com a carga máxima de bateria em apenas dez minutos. Prevê-se que no próximo ano a Europa fique com uma rede de 400 pontos de carga rápida (350kW) instalados a cada 120 quilómetros, para facilitar as viagens longas.

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3. Que autonomia média têm?

As baterias garantem uma autonomia entre os 200 quilómetros e os mais de 400. Com o SEAT el-Born será possível circular até 420 quilómetros sem a necessidade de recarga. A duração dependerá do uso que se faça do automóvel, já que, ao contrário dos veículos a combustão, os elétricos consomem menos nos trajetos urbanos. “Neste momento está a ser preparada uma gama de produtos que nos permitirá escolher a autonomia em função da utilização prevista para o veículo, o que significa que haverá a opção por diversos níveis de capacidade de bateria de forma a responder às necessidades de todo o tipo de utilizadores”, esclarece Josep Bons, responsável pelo desenvolvimento elétrico e eletrónico da SEAT. Neste sentido, a SEAT lançará no mercado 6 novos modelos elétricos e híbridos Plug-in até início de 2021.

4. O carro elétrico tem emissões zero?

As emissões zero locais são consideradas do ponto de vista do próprio veículo. Além disso, também é mais sustentável se atendermos ao ciclo de vida global da viatura: entre 17% e 30% de redução das emissões, dependendo se o compararmos a um veículo diesel ou gasolina. “E se, além disso, a bateria for recarregada com energia de origem sustentável, como a eólica ou solar, as emissões serão quase 90% inferiores às de um veículo convencional ao longo de todo o seu ciclo de vida”, sublinha Bons. 

Para incentivar a circulação de veículos sem emissões locais estão a ser aplicadas diversas medidas na Europa. Em alguns casos, como na Noruega, há lugar à redução direta de impostos na aquisição de um modelo elétrico. Na Alemanha, França ou Espanha há incentivos na compra e muitas cidades europeias criaram benefícios específicos, como o estacionamento e portagens gratuitas, faixas de acesso preferencial e livre acesso destes veículos a zonas de circulação restrita.

5. É mais caro do que um veículo convencional?

Os veículos elétricos serão cada vez mais acessíveis. Na verdade, o compromisso da SEAT e do Grupo Volkswagen é o de produzir automóveis elétricos “para milhões e não para milionários”. O avanço tecnológico ajuda a reduzir o preço dos modelos elétricos. Por exemplo, o custo das baterias caiu 80% na última década.

Também é preciso ter em conta que o custo da eletricidade é sensivelmente inferior ao da gasolina e do diesel. Também se calcula que os custos de manutenção de um elétrico sejam de apenas um terço daqueles inerentes a um veículo com propulsão convencional. E, por último, na maioria dos países, os compradores têm acesso a ajudas públicas ou à redução de impostos na aquisição de um elétrico.

Para a SEAT, a crescente acessibilidade ao veículo elétrico em todas as suas vertentes combina com outras opções sustentáveis, como a GNC (Gás Natural Comprimido), criando soluções de mobilidade adaptadas às necessidades dos clientes.

Resultado incluído no total de vendas da SEAT.